A Ribeira de Muge fica situada na orla de um dos maiores desertos humanos de Portugal, a floresta de Entre-Muge-e-Sorraia. Esta região pode exibir ainda hoje uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente a rude cultura dos pastores, cabreiros e dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia persegue, "subindo ao povo", como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e divulga.

domingo, 2 de outubro de 2011

Coro das Mulheres da Ribeira de Muge

Pesquisar, recolher, registar, divulgar, dignificar todo o património histórico e cultural do médio curso da ribeira de Muge, quer seja património material, quer imaterial, é a missão da Academia.

Está a Academia da Ribeira de Muge a preparar um reportório de Folclore Religioso cantado, recolhido na ribeira de Muge. Será cantado à capela (sem instrumentos musicais), pelo Coro das Mulheres da Ribeira de Muge, tal como era em tempos passados.

Reportório a preparar, para patentear o registo e para apresentação em Concerto de Natal. Entre outros:

Bom Jesus da Aurora

Divina Eucaristia

São Jerolmo

Quinta-feira d’Endoenças

Uma triste noite escura

Oração às almas

Magnifa de Nª. Senhora

À beira do rio

Maria

Nome de Maria

Senhora da Nazaré

Senhora do Carmo

A devota da ermida

As doze excelências

Clique para ouvir:
As doze excelências (Pequeno excerto de um total de 14 minutos) De salientar os arcaísmos na linguagem.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

S. Jerolmo

Hoje é dia de S. Jerolmo. A Academia da Ribeira de Muge oferece aos seus leitores uma recolha, local. S. Jerolmo. Recolha que a julgar pelos anos que demorou a encontrar, muitas mulheres a recitavam, mas não a cantavam, estaria prestes a perder-se para sempre, pelo menos nesta zona do país.

Clique para ouvir S. Jerolmo , (recolha)

S. Jerolmo


Clique para ouvir S. Jerolmo, pela Academia da Ribeira de Muge

S. Jerolmo 2

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Fonte do Machieiro e a sabedoria popular

Vimos como documentalmente aparece o nome da Fonte do Machieiro. Nome hoje completamente desconhecido entre as gentes da terra, como vimos em post anterior ele aparece em documentos do século XVI. Volta a aparecer em documento de 1815, quando da demarcação do território de Paço dos Negros.

Em conversa, com Manuel Maria Cipriano, cidadão nascido em 1925, este ao dar-nos uma lição sobre a fauna, a flora e a floresta da ribeira de Muge, dá-nos a pista para deciframos o nome "Machieiro".

«O sobreiro desde que nasce até que é adulto passa por várias fases: a primeira é a lande ou bolota, é o machoco, é o carrasqueiro, é o chaparro, e depois o sobreiro.
O machoco é nos primeiros anos até quando tem uma altura de cerca de um metro. O carrasqueiro é quando atinge uma altura que podem ser tirados os ramos inferiores. Quando já com a altura de alguns metros, ganha pernadas e pode ser tirada a cortiça amadia, aqui já ganha o nome de chaparro.
Por volta dos trinta e cinco anos, quando passa a ser tirada a cortiça, de nove em nove anos, está um sobreiro feito.»

Manuel Maria Cipriano, um sábio, cuidando de um machoco, na sua propriedade de Monte da Vinha.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Preservação do Paço e da sua memória

Paço dos Negros nasceu aqui. Neste Paço e nesta capela de S. João Baptista.
 
 
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D. Manuel I, fundador desta localidade
 
 
Mesmo em tempo de férias, a Academia continuou a trabalhar intensamente, mais que nunca, na pesquisa, conhecimento, preservação, manutenção, divulgação e dignificação do Paço Real da Ribeira de Muge.