A Ribeira de Muge fica situada na orla de um dos maiores desertos humanos de Portugal, a floresta de Entre-Muge-e-Sorraia. Esta região pode exibir ainda hoje uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente a rude cultura dos pastores, cabreiros e dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia persegue, "subindo ao povo", como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e divulga.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Habitação em Paço dos Negros

A casa típica da primeira metade do século XX em Paço dos Negros. Tem apenas portas do lado da frente e apenas uma pequena janela para um quarto. Obrigatoriamente tem o forno a dar para dentro de casa. As paredes são de taipa. Não tinha casa de banho. Não tinha tecto nem sótão. O chão era de salão. Não era electrificada. Nesta se criaram oito filhos.

Casa dos anos 20

sábado, 30 de janeiro de 2010

Jorge Peixoto da Silva - 9º Almoxarife

Principais caracteristicas deste almoxarifado: retoma o cargo que fora de seu pai João Rodel Figueira. É casado com Francisca de Moura. Vem a morrer onze anos depois, deixando "um filho e duas filhas e a sua mulher Francisca de Moura pejada". Mantém a obrigação de ter um cavalo para guardar a coutada, e de cultivar o pomar.

ch. D. Afonso VI, 28,269.

Dom Afonso etc. faço saber a quem esta minha carta virem que tendo respeito ao ofício de almoxarife dos meus Paços da Ribeira de Muge e haver sido de João Rodel Figueira pai de Jorge Peixoto da Silva e de seus avós por parte de sua mãe D. Maria da Silva Peixota hei por bem e me praz fazer-lhe mercê ao mesmo Jorge Peixoto da Silva da propriedade do dito ofício que vagou por falecimento de Francisco de Almeida último proprietário que dele foi a quem não ficaram filhos o qual terá e servirá assim e da maneira que o servia o dito seu pai enquanto eu o houver por bem e não mandar o contrário com declaração que tirando-lho ou extinguindo-o em algum tempo por qualquer causa que seja minha Fazenda lhe não ficará nisso obrigada a satisfação alguma e haverá com ele de ordenado cada ano dois moios de trigo e dois moios de cevada pagos no almoxarifado das Jugadas da vila de Santarém e 34 mil réis em dinheiro pagos no almoxarifado das sisas da mesma vila dez mil réis de seu ordenado e os 24 mil réis para dois homens que hão-de trabalhar no Pomar dos ditos paços que é o mesmo que tinha e havia o dito seu pai que tudo lhe será pago com certidão do Provedor das Obras e Paços de como serve o dito ofício e cumpre com as obrigações dele e assim haverá mais todos os pró e percalços que lhe direitamente pertencerem pelo que mandamos Provedor de minhas obras e paços lhe deis posse do dito ofício o lho deixe servir e dele usar e haver o dito ordenado prós e percalços como dito é o juramento dos santos evangelhos que bem e verdadeiramente o sirva guardando em tudo meu serviço e as partes seu direito de que se fará assento nas costas desta que se cumprirá inteiramente e como nela se contém a qual por firmeza de todos mando dar ao dito Jorge Peixoto da Silva por mim assinada e selada com o meu selo pendente de que pagou de xxx direitos vinte e três mil réis que se carregarão ao tesoureiro Aleixo Ferreira Botelho a folhas 27 do livro de sua receita Francisco Ferreira o fez em Lisboa a 10 de Fevereiro de 1667 anos Sebastião da Gama lobo o fez escrever. El rei.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Vale do Urzal - Memórias e correcções

É certo que sem grande relevância, mas não será o mesmo dizer Vale do Arrozal, Vale do Rosal, a dizer Vale do Urzal.



Estrada do Vale do Urzal, entrada de Paço dos Negros, à Serra.

Memórias perdidas

Para os que gostam de conhecer estas memórias perdidas das suas terras. E Paço dos Negros, nestes aspectos,  tem sido um fartar vilanagem.

O outeiro onde  hoje se encontra a Escola que foi Primária, hoje Básica, chamava-se outrora Outeiro do Aposento.
(Local de pouso, hospedagem?, descanso de pessoas e animais?)


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

As recomendações do IPPAR e o Paço da Ribeira de Muge

Depois da recomendação do IPPAR, em 2005, para que a Câmara de Almeirim desenvolvesse o processo de classificação do monumento quinhentista, único ainda recuperável no concelho, o que esta Entidade tem vindo a fazer, bem pode dizer-se que raia o criminoso: Em 2006, esconde o Paço atrás de uma montanha de terra, destruindo de vez o Pomar Real. Não satisfeitos, em 2009, montam-lhe um estaleiro de obras em cima.












Deixo ao leitor deste pobre blog que classifique a atitude da Câmara de Almeirim no que respeita à defesa do património histórico que lhe compete defender e preservar.