terça-feira, 9 de outubro de 2012
O Romanceiro Medieval da Ribeira de Muge
Hoje dispus-me a voltar a ouvir o melhor da nossa música étnica:
Michel de Giacometti, Trás-os-Montes.
INTEMPORAL.
Ora, neste romanceiro, o tema D. Fernando é o mesmo romance medieval que recolhemos na Ribeira de Muge e que tem o nome de O Soldadinho. Comparemos ambos os temas.
Clique para ouvir: https://dl.dropbox.com/u/4453889/O%20Soldadinho%202.mp3
Começa com um excerto da versão de trasmontana, continua com a lição recolhida na Ribeira de Muge, e termina com um excerto da mesma, numa recreação da Academia Itinerarium XIV.
domingo, 7 de outubro de 2012
A sedução na cultura popular
Hoje vou apresentar neste espaço a prova de que em matéria de cultura se pode subir ao povo, e com o povo, como nos diz Pedro Homem de Melo.
Em vez de nos retermos em folclorices que denigrem a nossa cultura popular, que nos são apresentadas nos espectáculos vazios do “agora seguidamente…”, sem dignidade, nestas aldeias entregues a autênticos carroceiros da cultura, quase sempre falsificadas, de modo a servirem o poder político, que deles se serve passando o cheque senvergonhista, em cima do palanque.
Nesta metáfora do povo simples, recolhida em Paço dos Negros, está presente toda a riqueza e simbolismo da sedução HOMEM/MULHER: O tremoço rechonchudo, o rapaz homem feito que já bebe da murraça, garboso, responsável; a pevide na simbologia feminina, a conquista da mulher, frágil, a pevide brejeirinha, o tremoço pequenino antes de cozido, e que é escorregadio.
Clique para ouvir:
O tremoço rechonchudo
https://dl.dropbox.com/u/4453889/tremo%C3%A7o%20rechonchudo.mp3
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Os moinhos da Ribeira de Muge
Em boa hora começam a surgir artigos científicos sobre o Paço e ribeira de Muge.
Do nosso conterrâneo Samuel Tomé, sobre o Moinho do Fidalgo, publicado na revista Molinologia Portuguesa, nr. 4, editada em julho de 2012:
Foto inserida no artigo
Pequeno excerto do artigo
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Do Romanceiro Nacional
Nesta recolha da Academia Itinerarium XIV- Ribeira de Muge, podemos ver a alegria que o homem ribatejano põe nas suas recriações.
A Pastorinha, numa bonita e plangente versão das nossas Beiras Trasmontanas, de José Alberto Sardinha, comparando com a vivacidade das gentes do Vale da Ribeira de Muge, onde foi recolhida junto de Jesuína Vitória, num trabalho da Academia.
clique para ouvir:
Versão beirã, e da ribeira de Muge. Solistas Gustavo Pacheco Pimentel e Maria de Jesus.
domingo, 30 de setembro de 2012
FEZ-SE JUSTIÇA
Seguindo o conselho de um sábio AMIGO DO CORAÇÃO, quero dar por encerrado este capítulo para onde me empurraram por, como historiador da Ribeira de Muge, ter de cumprir o meu dever. Peço desculpa a todos os meus amigos, mas aos interessados neste caso gostava de fazer um pequeno resumo daquilo que foi uma persecução que vem desde 31 de Janeiro de 2006. Por defender a História e a cultura da minha terra, FUI CALUNIADO, por 4 vezes respondi em tribunal; apenas a última chegou à fase de julgamento: Onde senti um orgulho do tamanho da minha terra por estar ali carregando toda a sua história e cultura. Em nenhuma delas procurei advogado, o tribunal é que nomeava, em nenhuma delas paguei um cêntimo. Fez-se justiça. Nunca me queixei, nem à família que saiu mais unida, nem divulguei a ninguém o meu sofrimento. Antes foi motivo de me aplicar com mais afinco, ao estudo da cultura da minha terra, às pesquisas, mormente na Torre do Tombo, onde passei cinco anos, com visitas quase semanais. Hoje agradeço a todos o bem que este mal me fez. Estive cinco anos sem publicar. Sem ver coragem para me deslocar para pesquisar em localidades onde os presidentes de Junta votaram contra a preservação da Ribeira de Muge, na sua própria Freguesia, e me processaram. Vou agora recuperar o tempo perdido.
Quanto ao jornal que trouxe o caso a público na véspera do julgamento, que não houve, nem sequer me irei dar ao trabalho de o ler.
A todos já perdoei. Gente pequena, para quem os interesses da comunidade estão sempre abaixo dos interesses pessoais, que não merece a perda de um minuto.
ASSUNTO ENCERRADO. Perdoem-me.
