A Ribeira de Muge fica situada na orla de um dos maiores desertos humanos de Portugal, a floresta de Entre-Muge-e-Sorraia. Esta região pode exibir ainda hoje uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente a rude cultura dos pastores, cabreiros e dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia persegue, "subindo ao povo", como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e divulga.

quinta-feira, 25 de março de 2010

D. Sebastião, um rei de boa boca

Será que este caso de quando D. Sebastião se perdia pelas matas da Ribeira de Muge, de quando "fugia" à avó, para ser perder nas matas, se esconder no Convento da Serra, que nos conta o Padre Amador Rebelo, que foi seu Mestre,  tem alguma coisa a ver com uma história que existe em Paço dos Negros "O rei de boa boca".

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ingenuidades e embustes

Ainda a propósito do interessante livro "Almeirim no Coração da Lezíria", na pág. 34 lemos:

Esta frase, muito em breve serão conhecidos os tipos de vegetais cultivados nesta horta (ideia que parece-me tem direitos de autor), fosse ela consequente e não seria um embuste. Espero para ver o Novo Pomar Real, desta vez com os ditos vegetais semeados em terreno de pedras e barro, encavalitados em cima de um aterro. Que é em o que está transformado o Pomar real, que durante quase três séculos foi cuidado a expensas dos vários reis, que para tal mandavam que se pagasse a dois homens de deveriam trabalhar ali em permanência.



Aspecto actual do Pomar real, junto ao paço

domingo, 21 de março de 2010

Almeirim: No Coração da Lezíria

Encontrámos há dias este livro, interessante, sobre Almeirim. Interessante porque condensa informação dispersa, óptima qualidade de papel e impressão, dezenas de patrocinadores privados, o que pensamos ser positivo.
Contudo, pensamos ser nosso dever corrigir algumas lacunas que o mesmo apresenta no que respeita ao tema que vimos estudado. A Ribeira de Muge. Assim entre outros:

Na p. 25 repete aquela velha ideia demissionária de que de tudo o que outrora foi importante deste complexo, resta o dito Pórtico. Acrescenta-lhe a capela, vá lá. Quanto ao renovado interesse da autarquia estamos conversados.

Na p. 31 por várias vezes confunde o leitor, Muge com a Ribeira de Muge.


Na p. 32 afirma o paço de 1512. Pensamos já ser tempo de as referências virem correctas, 03 de Maio de 1511, data da escritura. Conquanto já estivesse em construção a esta data.


Na p. 33 este casal dos Frades não passa de um erro passado, derivado de falta de investigação, que é difícil corrigir.

Na p. 34-35 um desbafo da autora e uma crítica muito acertada.


Na p. 119 parece confundir a vala do moinho com a Ribeira de Muge.


Nas p. 25 e 30 faz, ainda que pedindo desculpas, referência à Inquisição introduzida por D. Manuel I. Oficialmente, com introdução dos tribunais é de 23.05.1536, ao tempo de D. João III, conquanto D. Manuel a houvesse pedido.

Desnecessária a afirmação “bem com se divertiam a negociar”. Não fica bem a um historiador.



É da Héstia Editores, com texto de Sandra Meireles Silva. Não tem data.

Sobre tudo o resto não me pronuncio, por desconhecer. Ainda assim, globalmente acho-o um livro interessante, que qualquer almeirinense deve conhecer.

Ritual de trabalho - Quem é que leva a gaita

Ritual de trabalho, das mulheres da Ribeira de Muge, quando no trabalho das mondas e plantas do arroz.

Clique aqui para ouvir: Quem é que leva  a gaita?