A Ribeira de Muge fica situada na orla de um dos maiores desertos humanos de Portugal, a floresta de Entre-Muge-e-Sorraia. Esta região pode exibir ainda hoje uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente a rude cultura dos pastores, cabreiros e dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia persegue, "subindo ao povo", como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e divulga.

sábado, 6 de março de 2010

Mulheres da Ribeira de Muge - Rituais de trabalho

Compadre abegão, um ritual de trabalho, de quando as mulheres nas mondas e plantas do arroz, "iam fora".

Clique aqui para ouvir: Compadre abegão

sexta-feira, 5 de março de 2010

O almoxarife Paulo Soares da Mota

Um dos muitos documentos em que este almoxarife, Paulo Soares da Mota I, e sua mulher, (e também seus filhos, António e Eufrásia), no início do se. XVIII, aparecem como padrinhos de casamentos e baptizados na capela de S. João Baptista de Paço dos Negros e na Paroquial de Raposa.

tt, paroquiais, santarém, freg. Raposa, microfilme 1506 

quarta-feira, 3 de março de 2010

Paço dos Negros pré-romano

Urna funerária, Paço dos Negros  - idade do bronze

Associação de Defesa do Património Histórico do concelho de Almeirim

terça-feira, 2 de março de 2010

Paço dos Negros romano

Moeda Romana Imperador Valentinianus, séc. IV, Paço dos Negros.
 
Associação de Defesa do Património Histórico do concelho de Almeirim

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Manel Braz

Este é o paradigma, um caso típico dos temas que eram cantados pelas mulheres da Ribeira de Muge: a morte de um jovem na flor da idade.


No início da década de 30, após cumprir o serviço militar, “estava muito mimoso”, Manuel Braz, natural de Fazendas de Almeirim, a morar em Paço dos Negros, morreu a ceifar trigo. Facto que as mulheres imediatamente cantaram.

Fomos encontrar (e salvar) a versão integral deste sumido “verso” de que muitas mulheres nos entoavam pequenos fragmentos, em Paço dos Negros, após mais de um ano de buscas.

Descrito com simplicidade, nele não faltam os receios da namorada em deixar-se comprometer indo ao funeral: “Tenho medo às más-línguas, eu não sei se vá se não”.

Ceifeiros, anos 40

clique aqui: Manel Braz