A Ribeira de Muge fica situada na orla de um dos maiores desertos humanos de Portugal, a floresta de Entre-Muge-e-Sorraia. Esta região pode exibir ainda hoje uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente a rude cultura dos pastores, cabreiros e dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia persegue, "subindo ao povo", como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e divulga.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

João Rodel Figueira - 7º Almoxarife

Sucede a seu sogro, Estêvão Peixoto da Silva. Mantém o ordenado de 10.000 reis, trigo e cevada, a obrigação de ter um cavalo para guardar a coutada, e manter o cultivo do Pomar real...

trecho da carta de nomeação de João Rodel Figueira, ch. D. João IV, 17, 38




Dom João etc. a quantos esta minha carta virem faço saber que achei por bem de fazer mercê a João Rodel figueira do cargo de almoxarife dos meus Paços da Ribeira de Muge, que vagou por folga e óbito de Estêvão Peixoto da Silva a mando nosso por estar casado com uma sua filha e ser propriedade do dito ofício e haver sido Duarte Peixoto pai de Estêvão Peixoto que o serviu nos ditos Paços com o qual ofício haverá de mantimento e de seu ordenado cada ano trinta e quatro mil réis em dinheiro pagos no almoxarifado da dita vila de Santarém e vinte e quatro mil réis para um homem que há-de sempre andar no pomar dos ditos Paços e dois moios de trigo e dois moios de cevada de ordenado cada ano que é como tinha o dito Estêvão Peixoto da Silva pela coita? do dito cargo e por um alvará que tudo lhe será pago com certidão do Provedor das Obras ou Sisas digo Obras dos meus paços do qual ofício terá alvará enquanto eu o tiver por bem e não mandar o contrário tendo declaração que tirando-lho ou extinguindo-o em algum tempo por qualquer causa que seja o poderá fazer sem por isso lhe ficar minha fazenda obrigada a satisfação alguma e o dito ordenado há-de haver pela sua carta acima declarada de que tinha seu dois moios de cevada serão para mantimento de um cavalo que será obrigado ter continuadamente para guardar a coutada da dita ribeira como fazia o dito seu sogro e os ditos 34 mil réis lhe serão entregues e pagos no almoxarifado da vila de Santarém e o trigo e a cevada no das Jugadas da mesma vila com certidão do dito Provedor das minhas Obras e Paços a quem mando dê posse do dito ofício ao dito João Rodel Figueira e lho deixe servir e dele usar o dito ordenado digo mantimento assim mais todos os prós e percalços que lhe direitamente pertencerem como tudo tinha e havia o dito Estêvão Peixoto da Silva ...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Os três moinhos reais

Passados  que são 500 anos, aí estão eles, a nós que choramos lágrimas de crocodilo pelo ambiente e pela preservação do nossa história e cultura, a escancarar-nos nas nossas caras sem vergonha a nossa falta de respeito por nós próprios. Onde páram os responsáveis pela cultura deste concelho?

interior do moinho do paço


vista do Paço e exterior do moinho


interior do moinho do Pinheiro


vista do casal e exterior do moinho do Pinheiro


vista do exterior do moinho da Ponte Velha

Vista do Paço com Moinho e Canteiros de Arroz


sábado, 9 de janeiro de 2010

Moinhos da Ribeira de Muge

Os Moinhos a que esta carta se refere são o Moinho do Paço, o moinho do Pinheiro e o moinho da Ponte Velha. Moinhos ainda de pé, e recuperáveis, apesar do desprezo a que têm sido votados.


trecho de carta, Ch. D. Manuel I, 24, 88.



D. Manuel etc a quantos esta nossa carta virem fazemos saber que nós nos consertamos ora e contratamos com Francisco Palha cavaleiro da nossa casa e nosso contador mor dos lugares dalém que lhe prouve em nos dar e deixar de hoje para sempre três assentos de moinhos que tem em a ribeira de muja seus próprios e foros que são a saber: um junto com os nossos Paços e os outros dois mais abaixo .../...dada em Almeirim aos xiii dias de Janeiro. Afonso Figueira a fez de mil quinhentos e quinze.


Assinatura de Francisco Palha






quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Construindo a História de Paço dos Negros

trecho da carta de Pedro Matela ao rei D. Manuel I, de 22-4-1511, onde este dá conta ao rei de que Vasco Palha "abre mão" (como aparece em outros documentos), das terras e moinhos, para que o rei construa o Paço do seu "desenfadamento".

CC, 1, 10, 26

retirado
Assinatura de Vasco Palha