A Ribeira de Muge fica situada na orla de um dos maiores desertos humanos de Portugal, a floresta de Entre-Muge-e-Sorraia. Esta região pode exibir ainda hoje uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente a rude cultura dos pastores, cabreiros e dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia persegue, "subindo ao povo", como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e divulga.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Os três moinhos reais

Passados  que são 500 anos, aí estão eles, a nós que choramos lágrimas de crocodilo pelo ambiente e pela preservação do nossa história e cultura, a escancarar-nos nas nossas caras sem vergonha a nossa falta de respeito por nós próprios. Onde páram os responsáveis pela cultura deste concelho?

interior do moinho do paço


vista do Paço e exterior do moinho


interior do moinho do Pinheiro


vista do casal e exterior do moinho do Pinheiro


vista do exterior do moinho da Ponte Velha

Vista do Paço com Moinho e Canteiros de Arroz


sábado, 9 de janeiro de 2010

Moinhos da Ribeira de Muge

Os Moinhos a que esta carta se refere são o Moinho do Paço, o moinho do Pinheiro e o moinho da Ponte Velha. Moinhos ainda de pé, e recuperáveis, apesar do desprezo a que têm sido votados.


trecho de carta, Ch. D. Manuel I, 24, 88.



D. Manuel etc a quantos esta nossa carta virem fazemos saber que nós nos consertamos ora e contratamos com Francisco Palha cavaleiro da nossa casa e nosso contador mor dos lugares dalém que lhe prouve em nos dar e deixar de hoje para sempre três assentos de moinhos que tem em a ribeira de muja seus próprios e foros que são a saber: um junto com os nossos Paços e os outros dois mais abaixo .../...dada em Almeirim aos xiii dias de Janeiro. Afonso Figueira a fez de mil quinhentos e quinze.


Assinatura de Francisco Palha






quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Construindo a História de Paço dos Negros

trecho da carta de Pedro Matela ao rei D. Manuel I, de 22-4-1511, onde este dá conta ao rei de que Vasco Palha "abre mão" (como aparece em outros documentos), das terras e moinhos, para que o rei construa o Paço do seu "desenfadamento".

CC, 1, 10, 26

retirado
Assinatura de Vasco Palha

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

D. Sebastião e o Paço - peripécias

São conhecidas as várias histórias de quando o rei adolescente, fugia à avó, rainha D. Catarina, e se embrenhava nos matagais das coutadas de Almeirim e Ribeira de Muge. Aquela em que aos 12 anos matou um javali, salvando da morte o seu aio, o caso em que "posto em cima de uma árvore, esperava um javali, viu um vulto, e descendo com pressa, investiu com ele, era um negro boçal que tinha fugido...". Hoje publicamos dos escritos de frei Amador Rebelo, 1532 -1622 , Relação da vida del-rei D. Sebastião (em Francisco Sales de Mascarenhas Loureiro), o caso do rei "de boa boca", como teria ficado conhecido nesta região.


 Panorâmica de Paço dos Negros, vista da floresta leste, 2009