A Ribeira de Muge fica situada na orla de um dos maiores desertos humanos de Portugal, a floresta de Entre-Muge-e-Sorraia. Esta região pode exibir ainda hoje uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente a rude cultura dos pastores, cabreiros e dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia persegue, "subindo ao povo", como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e divulga.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Aforamento de Paço dos Negros


Trecho da escritura de Aforamento de Paço dos Negros, acontecido nos anos de 1903 e 1904.

retirado


João de Oliveira Caniço, um dos pioneiros desse aforamento, nascido em 1864 e falecido em 1963.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Trajes da Ribeira de Muge

Rapariga da Ribeira de Muge - Paço dos Negros, anos 40

Traje de trabalho - (corte do mato)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Muro da Cerca Quinhentista, do Paço

Ao assistir a uma palestra, pelo Arqueólogo Cláudio Torres, em Coimbra, sobre "Património que Futuro?", senti vergonha  de como desprezamos e desvalorizamos o nosso património, seja ele património edificado, sejam as memórias colectivas: os cantos ancestrais, as danças, os contos, as histórias de vida . Ao ouvir este Sábio, e ao ver como as pessoas se enredam na  sua ignorância a defender a sua Quinta, senti como as pessoas de Paço dos Negros, não sabem sequer, nem sonham, as potencialidades e mais valias que lhe podem advir, com a defesa do seu património, nestes tempos de modernidade e transformação. E mais, como os seus representantes, que deviam contrariar esta ignorância, antes se apoiam nela, para reinarem.

Muro da Cerca do Pomar, abandonado,  construído em 1511


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Choça

Um dos mais arcaicos tipos de habitação. Utilizado pelos pastores nas suas "transumâncias". Foto actual, tirada em Paço dos negros, na Ribeira de Muge.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Galeria de Almoxarifes do Paço da Ribeira de Muge

Aos possíveis leitores deste blogue, ofereço a galeria completa deste almoxarifado, como correcção do erro na última mensagem, em que referi Duarte Peixoto como o 4º e não o 5º almoxarife que foi.

1 - 9/2/1514 - DIOGO RODRIGUES. Exerceu o cargo de almoxarife das obras desde 1511.


2 - 1515 - ANTÃO FERNANDES.

3 - 30/5/1522 - LUIS DA MOTA.

4 - 30/9/1546 - ESTEVÃO PEIXOTO.

5 - 17/9/1574 - DUARTE PEIXOTO.

6 - 30/7/1621 - ESTEVÃO PEIXOTO DA SILVA.

7 - 29/4/1644 - JOÃO RODEL FIGUEIRA.

8 - 30/3/1656 - FRANCISCO DE ALMEIDA.

9 - 10/2/1667 - JORGE PEIXOTO DA SILVA.

10 - 2/2/1679 - FELIPE PEIXOTO DA SILVA.

11 - 22/2/1679 - JOSÉ SOARES DA MOTA. Na menoridade de Filipe Peixoto da Silva.

12 - 10/4/1685 - PAULO SOARES DA MOTA. Ainda na menoridade de Filipe Peixoto da Silva. Mais tarde, em 1695, após desistência de Filipe, na maioridade, foi confirmada a sua nomeação definitiva.

13 - 23/7/1750 - JOÃO DE SEIXAS HENRIQUES.

14 - 3/3/1769 – PAULO SOARES DA MOTA.

Em 1790 quando saiu a propriedade do Paço dos Negros da Fazenda Real, e após a extinção do almoxarifado, João Evaristo de Sá Seixas, era almoxarife da Capela do Paço dos Negros da Ribeira de Muge. Tinha de ordenado 40.000 réis.

Em um documento de 4 de Julho de 1801, reza: “Este paço foi dado em Exmo. Marquês de Tancos e se conserva o ordenado ao dito almoxarife por ter a seu cargo a dita capela que existe.